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Mostrando postagens de Setembro 21, 2014
DICA DE FILME

"CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS" (2005)
Direção: Marcelo Gomes.


Nos últimos anos, o cinema brasileiro vem nos presenteando com ótimas produções. Tudo bem que, de vez em quando, aparecem aquelas obras pedantes, com um baita esquema de marketing, mas que, no fundo, são belos engodos. Felizmente, são a exceção. Ultimamente, filmes como "Cinema, Aspirinas e Urubus" estão sendo a regra....

Tendo como estrutura uma espécie de roadie movie, ele nos mostra, de maneira bem honesta, a relação entre Ranulpho (sertanejo à procura de trabalho) e Johann (alemão que se encontra no sertão pernambucano para vender a mais recente novidade da medicina à época: aspirinas). Ambos, de algum modo, são ariscos e arredios, porém, mesmo sem demonstrarem tão explicitamente, sabemos que os dois nutrem uma amizade sincera entre si.



O fato do filme se passar no ano de 1942, auge da Segunda Guerra, é providencial para a trama, pois isso irá deixar Johann em conflito, principalmente quand…
DICA DE DISCO

"JARDIM ELÉTRICO" (1971)




Desde que surgiu, em meados da década de 60, Os Mutantes tiveram a benção dos Tropicalistas. Em especial, Gil e Caetano ficaram vidrados na banda, tanto é que o próprio Gil se apresentou com ela no Festival da MPB em 67, quando tocaram juntos "Domingo no Parque". Já, Caetano resumia o grupo assim: "Os Mutantes são demais!" E, eram mesmo...

Essa tietagem, no entanto, ia além. É de autoria de Caetano e Gil muitas músicas que fizeram parte do repertório d'Os Mutantes ao longo de sua carreira, como "Batmacumba", "Panis et Circenses" e "Baby". Como se vê, certos padrinhos valem o quanto pesam...




Passado o estardalhaço desse Festival de 67 e do sucesso do fabuloso primeiro disco, Os Mutantes lançaram outros dois excelentes álbuns até viajarem para a Europa em turnê. Lá, já pensavam em como conquistar o mercado internacional. Com essa visão, gravaram cinco músicas que deveriam sair num lança…
DICA DE FILME

"SHINE - BRILHANTE" (1996)
Direção: Scott Hicks.


É muito bom quando você se depara com um drama que foge do pieguismo e dos clichês tão comuns ao gênero. Esse tipo de produção já têm uma estória triste por natureza, mas a maioria força a barra para tentar arrancar lágrimas do espectador a todo custo. Naturalidade, que é bom, nada.

"Shine - Brilhante" vai na contramão. Você até se compadece pela situação de vida de David Helfgott, prodígio pianista australiano, que devido à opressão do pai e pressão de seus professores de música perde o equilíbrio mental. Diante disso, torcemos por ele, claro.

Porém, nossa empatia pelo personagem não se deve por acharmos que ele é uma vítima das circunstâncias, um pobre coitado jogado num mundo cruel, e sim porque se trata de uma pessoa realmente especial, um ser humano fascinante. Um bom homem, enfim. Gostamos dele pelas suas qualidades, e não pelos seus defeitos.



Acompanhamos sua infância, e, desde já, a enorme presen…