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Mostrando postagens de Fevereiro 14, 2016
Dica de Filme

"Capitão América 2: O Soldado Invernal" (2014)
Direção: Joe e Anthony Russo.


Ah, os filmes de super-heróis... Ame-os ou odeio-os, eles são a mina de ouro da Hollywood atual. É se acostumar com o fato de que a cada lançamento assim, centenas de salas de cinema serão ocupadas. Claro, não deixa de ser monopólio, e, por isso, sempre que possível, devemos criticar esse sistema. Mas, tirando essa questão, não sejamos extremistas também. Há ótimos filmes-pipoca por aí, da mesma maneira que temos "produções cabeça" chatíssimas invadindo os circuitos, às vezes, em proporções iguais. Separemos o joio do trigo.

E, aonde "O Capitão América 2" entra nisso? Simples: ele está num meio termo. Está acima da média em se tratando de uma produção do gênero, mas, reproduz muitos clichês, talvez para não nos esquecermos de que o que estamos vendo é só entretenimento, e nada mais. Com um começo movimentado, mas, caindo no lugar-comum, o filme nos mostra o herói numa…
Filme Não Recomendável

"Deadpool" (2016)
Direção: Tim Miller.


Sim, os filmes de super-heróis. Um sub-gênero que, praticamente, tomou de assalto a indústria hollywoodiana nos últimos anos. Se isso é bom? Depende do ponto de vista. Particularmente, esse tipo de filme conseguiu o seu auge com "O Cavaleiro das Trevas" de Nolan, que parecia tudo (menos uma produção de super-herói). De lá pra cá, muitos tentaram o mesmo êxito, mas, parece que esse sub-gênero do cinemão carece de algo essencial: ousadia.

É, então, que chegamos à versão do mercenário tagarela da Marvel, Deadpool. Tudo convergia para algo que poderia até quebrar paradigmas (afinal, o personagem dos quadrinhos é bastante subversivo). Só que o filme acaba sendo muito limitado dentro do nicho ao qual resolveu se inserir. Claro,. é divertido e você ri muito. Mas, seria isso o suficiente? Não estaríamos entrando numa encruzilhada aonde filmes de super-heróis, apesar de alguns parecerem satirizar o sistema, acabam …
Dica de Documentário

"Amy" (2015)
Direção: Asif Kapadia.


O que seria da arte sem o sangramento da alma? E, o que seria do jazz sem as divas que expõem esses sangramentos de forma honesta? De Ella Fitzgerald a Billie Holliday, não existiu nenhuma em que dores profundas não fizessem parte do DNA de sua música. E, por isso mesmo, tornaram-se imortais, compartilhando seus demônios particulares para um público estupefato. Mas, como alguém pode sofrer tanto e ainda fazer uma bela arte? Talvez, ambas as coisas sejam indissociáveis.

É justamente sob essa perspectiva que acabamos olhando para Amy Winehouse, um dos mais incríveis e tempestuosos talentos a surgirem nos últimos anos no universo musical. Sim, ela tinha uma voz de outro mundo. Sim, ela cometeu erros na vida pessoal. Sim, ela se envolveu com drogas. Sim, o amor romântico foi uma das coisas que a destruiu. Sim, público e imprensa, como urubus da desgraça alheia, adoravam isso. E, sim, Amy não está mais entre nós.




O documentár…
Dica (Mais ou Menos) de Disco

"Eu Vou Fazer Uma Macumba Pra te Amarrar, Maldito!" (2015)
Artista: Johnny Hooker.


Há várias maneiras de se analisar uma obra de arte. Uma delas é, sem dúvida, ir de mente aberta, esquecendo tudo o que se falou de tal artista, seja de bom ou de ruim. Isso evita, de uma certa forma, a manipulação da opinião que se vai ter. Só que nesses tempos de Redes Sociais, em que o hype é a forma vigente de qualquer coisa (a chamada "melhor banda de todos os tempos da última semana"), é necessário ir ver (ou ouvir) algo fazendo-se um esforço ainda maior.

Dito isto, verdade seja dita: nos últimos tempos, falou-se muito de Johnny Hooker; demais, até. Com tanta exposição, a desconfiança de "fogo de palha" é inevitável. Pensando nisso, então que, simplesmente, não nos esqueçamos de tudo o que foi dito sobre ele (para o bem e para o mal), e vejamos quem tem razão (se é que existe razão suficiente para se falar de arte).

Pra começar, Johnny Hooke…