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Mostrando postagens de Julho 27, 2014
DICA DE FILME

"O SENHOR DAS ARMAS" (2005)




"Há mais de 550 milhões de armas de fogo em circulação no mundo. Uma arma para cada 12 pessoas no planeta. A única pergunta é: como armaremos as outras 11!"

Numa época que os conflitos bélicos estão virando a expressão máxima de nossa irracionalidade, mas, ao mesmo tempo, estão ficando cada vez mais "pop's", uma das melhores coisas a fazer é assistir uma produção que se aproveita bem desse nosso cinismo para cuspir na cara algumas verdades sobre o famigerado comércio de armas. "O Senhor das Armas" nos oferece munição (perdão o trocadilho) para diálogos sobre o assunto, e mesmo assim não é uma experiência cinematográfica chata ou partidária.

O início do filme acompanha a confecção de uma bala, e sua consecutiva "viagem" de forma clandestina, até atingir a cabeça de um menino, que está lutando numa dessas guerras civis que vemos pela TV, enquanto jantamos no conforto do lar. Já, diante dessa se…
DICA DE DISCO

"RELATIONSHIP OF COMMAND" (2000)




Os melhores lançamentos no gênero "rock" dos últimos anos têm tido uma característica em comum: quase todos prestam reverência a estilos antigos, indo pegar lá nos primórdios de algum deles a inspiração para fazer grandes álbuns. Não se tratam de cópias, é bom frisar, mas de trabalhos bastante atuais, onde se encontram ecos do passado. No caso da banda At The Drive-In, ela foi buscar no punk suas influências, mais precisamente, na era anterior a ele, onde grupos como Stooges, MC-5 e New Yory Dolls foram muito mais radicais do que Sex Pistols ou Ramones, por exemplo.




Essa postura evidencia o que vamos encontrar neste disco: muita energia, fúria e explosão. Claro, alguma melodia em tanto mais palatável, porém, sempre com bastante peso no som, e um bom gosto instrumental absurdo. A primeira música, "Arcarsenal" presta homenagem ao que Iggy Pop e Cia fizeram de melhor. "Pattern Against User" vai na mesma…
DICA DE FILME

"STALKER" (1979)




Cinema é diversão, entretenimento. E, de fato, nunca deixou de ser. Mas, de vez em quando, também pode ser um valoroso meio para refletir sobre assuntos aparentemente simples de uma forma um pouco mais complexa. Muitos, no entanto, fogem disso como o Diabo da cruz por considerarem um filme com essas características "difícil" demais. "Stalker", do russo Andrei Tarkovski, mesmo gerando muita reflexão, não é difícil, apesar de ter cenas lentas demais para os atuais padrões do cinema comercial.

Um engano recorrente é colocar "Stalker" no rol das ficções científicas. Ele se mostra bem mais que isso. A estória trata de um lugar chamado A Zona, que é onde um meteorito caiu a mais de 20 anos. Depois que várias pessoas desapareceram no local, o governo cercou sua área e impede que qualquer um se aproxime. Nisso, surgem os stalkers, guias clandestinos que levam as pessoas até lá, pois acredita-se que A Zona possui poderes esp…
DICA DE SÉRIE

"BEAKING BAD" (2008-2013)




Hype é uma expressão inglesa usada para designar algo muito estimado ou valorizado, mas que não corresponde às expectativas. Na cultura pop (seja no cinema, na literatura ou na TV), os exemplos recentes são muitos, desde o disco "Randon Access Memories", do Daft Punk, até os filmes "O Som ao Redor" e "Argo", todos de qualidade inferior se comparado a todo o estardalhaço que causaram. No caso da série televisiva "Breaking Bad", ela não chega a ser ruim, porém, mostrou-se bem aquém do esperado.

A bem da verdade, ela tem um péssimo início, como muito estilo e pouco conteúdo. São sequências e diálogos que seriam muito bem colocados num filme de Tarantino, por exemplo, mas que aqui soa apenas como vergonha alheia. Diretores e roteiristas que passaram pela série conseguem domar esses ímpetos no decorrer dela, mas esses excessos acabam minando bastante o potencial do material.




A estória em si é intrigant…
DICA DE FILME

"DANÇANDO NO ESCURO" (2000)




Após uma estréia um tanto quanto medíocre com "Os Idiotas", Von Trier realizaria um filme magnífico, "Dançando no Escuro". Ele serviu como uma espécie de prelúdio para o que viria a ser a obra-prima do diretor, "Dogville", além de ser uma produção que, mesmo com alguns convencionalismos, está acima da média de coisas pedantes ou pretensiosas que Von Trier faria anos depois, como "Melancolia" ou "Ninfomaníaca".

Interessante notar que em "Dançando no Escuro", há um contraponto entre um cinema experimental (resquícios do movimento Dogma 95) e algo mais elaborado. Isso se percebe quando são mostradas cenas do cotidiano dos personagens de maneira quase documental e as sequências musicais possuem um refinado apuro técnico.




A estória em si, apesar de tradicional em alguns momentos, é extremamente bem contada, tocante, humana e bonita. Fala de Selma Jezková, que, vinda da Checoslováq…