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Mostrando postagens de Agosto 23, 2015
DICA DE FILME

"Serpico" (1973)
Direção: Sidney Lumet.


Anos 70. Maravilhosos anos 70! Uma época em que Hollywood "cresceu" e "amadureceu", e que, ainda hoje, deixa bons legados. Um período em que a inocência foi perdida, dando lugar a uma crueza desconcertante, embalada num realismo torturante. Passada a Guerra do Vietnã, era preciso juntar os cacos, e buscar algumas razões.

É daí que surgem obras seminais, como "O Poderoso Chefão" e "Taxi Driver". Porém, e perdão pela polêmica, mas "Serpico", com ainda mais simplicidade, consegue ser, em muitos aspectos, melhor do que eles. E, bastou um enredo de fácil assimilação para isso: um policial íntegro a até a medula, lutando contra um sistema corrupto.




O diferencial aqui está no cuidado como a narrativa é contada e no respeito à inteligência ao espectador. Serpico, o tal policial íntegro (e, brilhantemente interpretado por um insano Al Pacino), mesmo ingênuo, não comete tolices. É ape…
DICA DE FILME

"Drive" (2011)
Direção: Nicolas Winding Refn.


Tarantino: referência de cinema moderno. Imitadores seus: temos aos montes. Qualidade dessas imitações: praticamente nenhuma. Dito isto, "Drive" se destaca como uma grata surpresa. Não chega a ser espetacular como nos melhores momentos de seu mestre, mas consegue se sobressair com alguma substância, mesmo que requentada.

O enredo se foca no cotidiano de um motorista aparentemente normal. Aparentemente! Pois, enquanto trabalha como dublê de filmes de ação em Hollywood, à noite, faz alguns serviços para a máfia. As coisas mudam quando conhece Irene e seu filho. O marido dela, que acabou de sair da prisão, envolve-se com ele num assalto mal sucedido, passando a ser perseguido por uma dúzia de criminosos. Tipicamente Tarantino!




Mesmo com uma estória tão simplória, o diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn consegue impor um estilo fluente à narrativa, ora contemplativa, ora alucinante. Existem momentos singelos …
DICA DE FILME

"Tatuagem" (2013)
Direção: Hilton Lacerda.


A simplicidade quase sempre ganha muitos pontos. O cinema brasileiro, recentemente, vem produzindo filmes ruins, justamente, pela falta absoluta do que é mais simples. Produções pretensiosas, pseudo-intelectuais, que dizem criticar mil e uma coisas, na realidade, são exercícios pedantes de auto-contemplação de seus realizadores. É muito barulho por nada.

"Tatuagem", na contra-mão disso, não quer inventar a roda. Não quer tentar dizer mais do que consegue. Seu enredo se foca, basicamente, na estória de amor entre Fininha, um jovem recruta, e Clécio, ator e diretor de uma trupe de teatro anárquico em Recife, no fim dos anos 70. Ponto. É a partir dessa premissa que o filme desenrola outros assuntos, mas sem perder o fio narrativo.




Por exemplo, por se passar ainda na época da Ditadura Militar, vemos referências a esse regime vez ou outra. Num determinado momento,  a censura bate firme, e proíbe o espetáculo da trup…