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Mostrando postagens de Maio 14, 2017
Disco Não Recomendável

"One More Light" 2017 Artista: Linkin Park


MUITO MAIS RAPPER DO QUE ROCKER, O LINKIN PARK VOLTA COM UM DISCO APÁTICO E TOTALMENTE SEM IDENTIDADE
Não há problema nenhum em mudar o seu som, contanto que seja para melhor. Exemplos de grupos bem sucedidos nesse quesito não faltam, do Red Hot Chilli Peppers, que passou a fazer um pop mais dançante e enigmático a partir de "BloodSugarSexMagik", ao Los Hermanos, que deram uma bela e honesta guinada contra o mainstream com o atemporal "Bloco do Eu Sozinho". O caldo entorna mesmo quando a mudança piora algo que, na prática, já não era tão bom assim. Convenhamos: o Linkin Park nunca foi uma exímia banda de rock, apesar de seus dois primeiros álbuns ("Hibrid Theory" e "Meteora") serem até bons discos, com um certo carisma. Mas, de uns tempos pra cá, a banda, em relação ao seu início de carreira, está irreconhecível. E, bastante piorada.


Depois que lançaram o fraco "Minutes…
Opinião

Que Mundo é Este onde os Verdadeiros Artistas Partem por Causa da nossa Falta de Humanidade?
Por Erick Silva


Arte é escapismo. Sempre foi. Nunca deixou de ser. Mas, também é uma forma de expurgo do próprio artista. Alguns, colocam futilidades para fora. Outros, inquietações, sofrimentos, angústias. Aos primeiros, geralmente, o sucesso é passageiro, transitório, mesmo que os holofotes sejam grandes na indústria de entretenimento. Já, para os segundos, sobra a perenidade de suas obras, ao mesmo tempo que alguns pagam com a vida devido às suas angústias. O verdadeiro artista se incomoda com a realidade. Isso é fato. Mas, o que fazer? Tratar a depressão desse artista? Taxá-lo de louco, de anormal? Ou, seria melhor tentar melhorar o mundo à nossa volta? Tentarmos sermos seres humanos melhores? 

Em momentos assim, com o falecimento de artista do naipe de Chris Cornell, muitos repetem os velhos jargões de sempre: "Quem se mata não tem Deus no coração", "Só podia ser roque…
Dica de Filme

"Um Pombo Pousou num Galho Refletindo Sobre a Existência"
2014
Direção: Roy Andersson


REFLEXÕES INCÔMODAS NUM FILME IGUALMENTE INCÔMODO
Cinema para pensar, "cabeçudo", difícil... Sim, a arte do diretor sueco Roy Andersson é assim, e um pouco mais. Quem teve a oportunidade de assistir a "Vocês, os Vivos", sabe que ele não mede concessões para falar o quer e nem se incomoda se está fazendo um cinema de "não ação", justamente na contramão do ritmo acelerado que a sétima arte vem tomando nos últimos tempos. Há quem adore e há que deteste. De fato, não existe meio termo no cinema de Roy Andersson, que, se não agrada a todos (e, nem precisa), possui algo essencial, que é fazer um filme realmente autoral, diferente, cheio de nuances, que, muitas vezes, é necessário assistí-lo outras vezes mais.



O fio condutor da trama, que é o que amarra todas as histórias, mostra Sam e Jonathan, dois vendedores ambulantes de artigos de diversão. Peculiaridad…