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Mostrando postagens de Dezembro 27, 2015
Dica de Disco

"Para Iluminar a Cidade" (1972)
Artista: Jorge Mautner.


Ser humano fascinante, Mautner nunca se limitou na sua arte, e pode, sem dúvida, ser colocado no rol dos "malditos da MPB", ao lado de gente como Tom Zé. Um cara de vanguarda? Pode ser. Ele, provavelmente, aceita bem a definição. Mas, ainda assim, é limitado para o talento dele. Tanto é que, a despeito de sua música atemporal, o homem já foi regravado por Caetano Veloso ("O Vampiro"), Gilberto Gil e Chico Science & Nação Zumbi ("Maracatu Atômico"), Gal Costa ("Lágrimas Negras") e Lulu Santos ("Samba dos Animais").

Some-se isso a uma necessidade quase biológica em ser cosmopolita. Não, meus caros, não tem nada de "fake" aqui. Com pais de origem européia, Mautner nasceu pouco tempo depois de seus pais desembarcarem no Brasil. Ele mesmo diz: "Nasci aqui um mês depois de meus pais chegarem ao Brasil, fugindo do Holocausto". Pra completar, …
10 FILMES VIOLENTOS EM QUE A VIOLÊNCIA NÃO É GRATUITA



O cinema, como qualquer válvula de escape, às vezes, exagera, e mostra mais do que deveria, apelando para cenas repulsivas, que têm o único intuito de chocarem. Mas, há aquelas produções em que a violência não é um simples enfeite para atrair a atenção do público. Ao contrário: conseguem suscitar profundas reflexões. São filmes realmente pesados, com cenas fortes, porém, que onde essas mesmas cenas possuem uma função narrativa muito importante dentro da história.

Com base nisso, apresento, agora, a lista dos:


10° 
"A Classe" (2007)
Direção: Ilmar Raag.
Falar de buillyng hoje em dia pode parecer clichê, mas existe que consiga dialogar sobre o assunto de forma precisa e desconcertante. Esta produção da Estônia consegue passar o desconforto de cenas fortíssimas de humilhação, desconcertando o espectador, só que sem endeusar a violência. A reação dos garotos agredidos constantemente não tarda a chegar, o que proporciona uma impo…
Dica de Documentário

"Capitalismo: Uma História de Amor" (2010)
Direção: Michael Moore.


Falar mal do capitalismo virou lugar-comum, indiscutivelmente. Não que o sistema não mereça críticas, é que elas, geralmente, veem embaladas em tanto radicalismo e superficialidade quanto os elogios de seus mais ferrenhos admiradores. Ficamos então na escolha do "menos ruim", do argumento "menos viciado". Michael Moore, conhecido por suas produções sempre provocativas, tenta aqui lançar um olhar um pouco mais equilibrado sobre o tema, partindo do pressuposto do que causou a crise financeira de 2008.

Uma das várias críticas (bem colocadas) se referem ao mercado de hipotecas financiado por grandes bancos, como o CITIBANK, e que resultam, muitas vezes, na desapropriação da casa pelos donos. Algo realmente escandaloso, e que o documentarista explora de maneira eficaz, mostrando os meandros desse tipo de sistema, onde os grandes conglomerados financeiros sempre saem ganhando.…
Dica de Filme

"Sicario - Terra de Ninguém" (2015)
Direção: Denis Villeneuve.


Villeneuve é um cineasta acima de qualquer suspeita. Sempre é certo de que seus filmes serão um ótimo e adulto entretenimento. Até seus momentos menos inspirados ("Suspeitos" e "O Homem Duplicado") estão, inegavelmente, acima da média do que a (atual) insossa Hollywood está nos oferecendo. Mas, nesse fase "norte-americana" do diretor ainda faltava algo, aquele ponto essencial que nos faz identificar um grande trabalho.

Vejamos. Os melhores filmes dele ("Redemoinho", "Polytechnique" e "Incêndios") tinham um elemento em comum: um ambiente inóspito, brutal, violento, e bastante opressor. Poderia ser uma cidade grande, o Oriente Médio ou até mesmo um massacre ocorrendo numa escola. O que importasse era que o lugar passasse uma sensação angustiante. Some-se a isso personagens bastante perturbados e traumatizados.




Eis que chegamos a "Sicario&q…
Dica de Filme

"Lúcia e o Sexo" (2001)
Direção: Julio Medem.


Falar de sexo no cinema é sempre complicado. O tabu impede, cria travas, censura, restringe, enfim. Os recentes boicotes sofridos por "Azul é a Cor Mais Quente" e "Ninfomaníaca" comprovam muito bem isso. Mas, ainda existem aquelas produções, que a despeito de todo o puritanismo vigente, conseguem entregar uma estória excitante, mas, ao mesmo tempo, com bastante conteúdo. É o caso do espanhol "Lúcia e o Sexo".

O que, aparentemente, é um mero caso entre a garçonete Lúcia e o escrito Lorenzo, desemboca numa trama muito bem arquitetada. Encontros e desencontros, problemas do passado, a necessidade de manter as paixões acessas, e até a redenção por erros cometidos são colocados no roteiro de maneira muito inteligente e inusitada. E, ainda com uma pitada de metalinguagem, visto, que, muitas vezes, a própria estória se confunde com o livro que Lorenzo está escrevendo atualmente.




E, esse jogo ent…