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Mostrando postagens de 2018
Dica de Filme

"Você Nunca Esteve Realmente Aqui"
2017
Direção: Lynne Ramsay


A mesma diretora de Precisamos Fale Sobre Kevin subverte o subgênero de vingança, entregando um filme brutal, triste e violento
Muitos podem se enganar com a sinopse de Você Nunca Esteve Realmente Aqui, pois, de fato, parece mais um filme clichê do subgênero vingança, com altas doses de violência gratuita e sem sentido, apenas para saciar o sadismo dos cinéfilos de plantão (vide o recente remake de Desejo de Matar, por exemplo). Mas, não se enganem: a intenção aqui é outra. Afinal, estamos falando da cineasta Lynne Ramsay, que fez o aclamado Precisamos Falar Sobre Kevin, um baita estudo de personagem a respeito das causas da violência. E, é claro que ela nos entregaria com este novo trabalho algo acima da média.




E, o que temos aqui é a história de Joe, um homem extremamente recluso, de poucas falas e olhares tristes e perturbados. Aos poucos vamos sabemos no quê exatamente ele trabalho, e (o mais importa…
Dica de Filme

"Brazil"
1985
Direção: Terry Gilliam


Alucinante, lisérgico, trágico, sarcástico, perturbador, brilhante. Isso é "Brazil"

As distopias são um ótimo exercício de críticas mordazes, sem que o produto precise ser, necessariamente, panfletário. A mensagem contra os desmando de uma sociedade doente até a medula está ali, nas entrelinhas, enquanto, supostamente, assistimos a um drama, comédia ou ficção científica. Tanto faz. Uma boa distopia consegue contar uma boa história, e, em paralelo, colocar o dedo em nossa cara, seja pra rir de nós, ou para lamentar. No caso do estupendo Brazil, talvez tenhamos aqui as duas coisas. Inevitavelmente, você irá rir em alguns momentos. Mas, também terá uma sensação de estranhamento. Irá se chocar. Irá se desesperar. E, no final, pouca ou nenhuma esperança.




Futuro. Algum momento do século 21. A tecnologia, como era de se esperar, tomou conta de tudo. Mas, não só: além de aparelhos avançados para a época, outra coisa que domina…
Dica de Disco

"Rainer Fog"
2018
Artista: Alice in Chains


Exorcizando o que sobrou dos demônios do grunge
O tempo. Esse inexorável elemento natural, que tanto pode fazer muito bem, quanto fazer muito mal às pessoas. No caso de um grupo musical, mo tempo pode ter um papel duplo: instaurar a alcunha de clássico, e fazer os seus membros se acomodarem, ou então o passar dos anos acaba sendo um estímulo a mais para as bandas produzirem sempre mais e melhor. No caso do Alice in Chains, um autêntico sobrevivente da cena de Seattle da década de 90, o tempo serviu como uma forma de amadurecimento sonoro, e mesmo que eles não façam nada tão genial como nos tempos de outrora, sua música continua consistente. Poderosa. Arrebatadora.


6º álbum de estúdio (fora dois EP's maravilhosos), 3º com o ótimo vocalista William DuVall (que substituiu o estupendo Layne Staley), Rainier Fog é mais um grande disco lançado pelo Alice, com um som que já lhes é habitual, mas que, mesmo assim, não deixa de …
Dica de Filme

"Cidade das Sombras" 1998 Direção: Alex Proyas

Mesmo diretor de "O Corvo" comanda com muita propriedade uma história enigmática e instigante onde nada é o que parece
Vida de cinéfilo, realmente, não é fácil. "Encontrar" filmes com certa identidade, que fujam um pouco do óbvio e tenham um enredo, de fato, interessante, está se tornando uma tarefa um tanto quanto ingrata. Até nos deparamos com filmes muito bons, porém, ao mesmo tempo, são produções "certinhas", redondas demais, às vezes, formulaicas e demais. É aí que, depois de anos e anos, surgem gratas surpresas, como este Cidade das Sombras, dirigido por Alex Proyas, que, 4 anos antes, havia feito o altamente cult O Corvo, uma das melhores adaptações (sim) de quadrinhos de Hollywood.



O melhor de tudo é que o filme é daqueles que lhe prendem a atenção desde os primeiros segundo, e vão nesse toada por duas horas de projeção ou mais (sabem "Blade Runner" e "Seven"? É…
Dica de Filme

"Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas"
2003
Direção: Tim Burton


Bastante simbólico, um dos melhores filmes de Tim Burton é uma bela fábula sobre a importância das histórias e o sentido da vida e da morte
A vida e a morte já foram tratadas de diferentes formas pelo cinema, mas, sempre há espaço para visões criativas sobre esses assuntos a depender do talento de seus realizadores. Não importa se otimista ou pessimista, metafórico ou realista, se a obra em questão puder "mexer" com as estruturas do espectador, ela terá conseguido o seu intento em contar uma história fascinante, que, mesmo que não pareça inédita, tem o frescor, a leveza e a simpatia das boas narrativas. É o que acontece com Peixe Grande, por exemplo, que parece com muito do que já vimos no cinema, e mesmo assim, permanece sendo um trabalho bastante original.




E, como toda fábula que se preze, a de Peixe Grande começa com uma história fantástica e improvável, de um peixe de rio que nunca …
Dica de Filme

"Custódia"
2017
Direção: Xavier Legrand


Violentos conflitos familiares fazem de "Custódia" uma das experiências mais incômodas do ano no cinema

Conflitos familiares. A perda gradativa da inocência. O medo. O pavor. A desestrutura familiar. Assuntos, esses, bastante caros na sociedade atual, que ainda presencia momentos pavorosos envolvendo núcleos familiares desfeitos. Ficamos atônitos ao perceber que o onde deveria existir amor e compreensão, podem ser semeados o ciúme, o ódio, e todo o tipo de violência possível e imaginável. "Custódia", baita filme francês, e um dos melhores do ano, desde já, escancara esses aspectos de uma maneira, a princípio, contida, para depois, explodir na nossa frente um dos piores horrores que se pode ter.




O filme começa de maneira intensamente naturalista, com uma sequência que mostra uma audiência de custódia entre Miriam e Antoine, que, agora, estão separados, e estão resolvendo a questão da guarda dos filhos, em e…