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Mostrando postagens de Julho 24, 2016
Dica de Documentário

"Janis Little Girl Blue" (2016)
Direção: Amy Berg.


Música é sentimento. E, poucos levaram isso ao pé da letra como Janis Joplin, que, assim como qualquer outro artista que absorve do mundo mais do que deveria, foi embora muito rápido. "É melhor queimar de uma vez, do que se apagar aos poucos", já dizia o grande Neil Young. E, a chama de Janis foi fantástica durante sua (curta) carreira. Aproveitando a recente onde de ótimos documentários musicais, este "Janis Little Girl Blue" pode não ter a mesma força que as  produções que se debruçaram sobre as vidas de Kurt Cobain ou de Nina Simone, por exemplo, mas, foi realizado com tamanha honestidade, que ainda consegue estar acima da média em muitos pontos.
Talvez, o que mais se sinta falta aqui é um elemento mais humano em relação a Janis. Para a curta duração do documentário, há excesso de música, e até pouco sobre a vida particular da cantora. Só no início e no fim da produção que vislumbram…
Dica de Filme

"Mediterrâneo" (2015)
Direção: Jonas Carpignano.


Alguns problemas mundiais parecem pontuais, ou até terem tido mais visibilidade recentemente. Um deles é, sem dúvida, o da xenofobia, que vem se agravando muito nos últimos anos, muito por causa dos conflitos armados ocorridos no Oriente Médio, e em especial, na Síria. Isso está ocasionando um verdadeiro êxodo a outros países, principalmente, em nações da Europa. Bom salientar que o custo disso é muito alto, visto que elas, dificilmente conseguem um emprego digno nesses lugares, e ainda precisam enfrentar o preconceito e o ódio da população local.
Em linhas gerais, esse é o pano de fundo de "Mediterrâneo", primeiro longa-metragem do diretor italiano Jonas Carpignano, que faz aqui uma bela estreia. Evitando sentimentalismos ou moralismos desnecessários, o roteiro apresenta personagens muito humanos, daqueles que você se identifica fácil, e que pode, até mesmo, encontrar na rua. E, esse artifício é proposit…
Animação Não Recomendável

"Batman: A Piada Mortal" (2016)
Direção: Sam Liu.


Um clássico não se torna um clássico por acaso. Há motivos para que isso ocorre. No caso da HQ de "A Piada Mortal", o que surpreendeu na ápoca de seu lançamento (1988) foi a abordagem corajosa do texto de Alan Moore, que mostrou o Batman e o Coringa não como meros rivais, muito menos, usando a batida dicotomia herói x vilão. A relação de ambos é mostrada na publicação como algo doentio, em que um está sempre no limite do outro, num jogo que só vai acabar com a morte de um deles. É como se um precisasse do outro para poder sentir a sua existência completa. Além dessa abordagem psicológica muito forte, a história ainda discutia a questão da loucura, por exemplo.
Ou seja, "A Piada Mortal", até este ano, estava intocável como um clássico absoluto... Até a DC resolver ganhar um dinheirinho extra em cima da história, que, por si, já tinha se esgotado de maneira estupenda com o "Caval…
Lista

10 Superproduções Hollywoodianas Ruins, Mas, Que Foram Sucesso de Bilheteria


Dinheiro não é tudo, é verdade, mas, bem que ajuda quando você quer fazer uma superprodução de cinema, cheia de efeitos especiais, para deixar a plateia de queixo caído. O problema é quando a preocupação com esse tipo de filme é mais com o visual, a parte técnica, os efeitos, enfim, e menos com uma boa história, que, no final das contas, é isso o que importa. E, mais interessante ainda é notar que algumas dessas superproduções, apesar de serem claramente ruins, fazem um sucesso absurdo. Culpa, então, da indústria ou do público pela péssima qualidade desse tipo de cinema? Talvez, de ambos, já que não existe oferta sem procura. Tudo bem que o lema máximo disso é "desligue o cérebro, e se divirta". Mas, Hollywood também não precisava exagerar tanto.


10º
"Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" (2008)
Faturamento mundial: U$ 786,6 milhões
Que Spielberg já não é o mesmo, todo mundo sab…
Dica de Documentário

"Cássia" (2014)
Direção: Paulo Henrique Fontenelle.


Cássia Eller foi a última grande cantora que o Brasil teve. Isso era facilmente constatado com ela em vida, e, mais ainda, nos dias atuais, aonde não temos nenhuma que chegue aos pés dela; apenas meninas de vozes suaves, tentando fazer uma espécie de Bossa-Nova pós-moderna, porém, sem identidade. E, após assistir a esse belo documentário, fica a certeza de que a partida precoce de Cássia realmente deixou uma grande lacuna na música brasileira, que ainda não foi preenchida, e que, pelo visto, não será tão cedo. Como disse alguém num dos depoimentos aqui: "Não se nasce Cássia Eller impunemente!"

Só que essa declaração ganha ares mais profundos no decorrer da produção, já que vamos conhecendo Cássia de maneira mais íntima, particular. Estamos ali, presenciando sua notável timidez com o carinho e o afeto necessários a pessoa que ela era. Como ela mesmo fala num determinado momento: "Tirando aqu…