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Mostrando postagens de Dezembro 6, 2015
2015 chega o fim, e com ele, vem as retrospectivas. As lembranças servem, sobretudo, para momentos de reflexão; ver o que de melhor foi feito e reconhecer os erros. Na cultura, talvez, o prazer de fazer retrospectivas seja maior, pois, inevitavelmente, a memória se encarregará de nos mostrar muitas coisas boas. O cinema, este ano, no entanto, foi meio fraco (uma tendência; será?). Tivemos produções realmente relevantes em nossos cinemas, mas, foram poucas. Uma lista de 10 melhores filmes ficaria difícil de fazer, sob pena de colocar algo que não fosse assim tão bom. Por isso, a seleção a seguir abarca produções não apenas feitas em 2015, porém, que estrearam em nossos cinemas neste ano também. Agora sim, teremos uma ótima lista para mostrar.

Apaguem as luzes, inclinem suas cadeiras, façam silêncio, desliguem os celulares e boa viagem...


Melhores filmes de 2015


10° "Mad Max - A Estrada da Fúria" 
Nos últimos tempos, Holywood vem sendo acometida por uma falta de criatividade in…
Dica de Disco

"Eletric Warrior" (1971)
Artista: T-Rex.


Quando se fala em glam rock, muito se lembra de David Bowie e até de Elton John (sim, meu caros, o titio Elton já foi rock'n roll, tocando um piano com a mesma pegada que uma guitarra!). Mas, na época, um cara chamado Marc Bolan, com um ego monumental, rivalizava com todos o posto de "rei do glam". Atributos não faltavam, desde as energéticas performances de sua banda, o T-Rex, até a sonoridade dançante e bastante sensual.

Vários foram os ótimos discos lançados por ele, porém, "Eletric Warrior" ganha o posto de clássico por conter todos os grandes elementos fizeram dele um grande sucesso na década de 70. Bolan já tinha um belo cartaz na Inglaterra, só que ele queria mais. Por isso, com os novos integrantes do T-Rex, o baixista Steve Currie e o baterista Bill Legend, viajou até os EUA, onde, na estrada, chegaram a editar algumas das faixas que comporiam o novo álbum deles. E, o resultado foi excelent…
Dica de Filme

"Viagem Alucinante" (2009)
Direção: Gaspar Noé.


Talvez, poucas vezes assisti um filme em que o título em português fizesse jus ao nome. Tudo bem que "Enter the Void" é mais sutil, e tem a ver com elementos da trama, mas, esta produção do sempre polêmico Gaspar Noé consegue, de fato, ser alucinante. Para isso, o diretor se vale de artifícios técnicos que ele já havia elaborado em "Irreversível". Portanto, esperem muito envolvimento na estória, no sentido literal da palavra.

A estória, em si, como geralmente acontece nos longas de Noé, nem é tão importante assim. Basicamente fala da relação muito íntima entre dois irmãos, Linda e Oscar, onde este, após sua morte, vaga na Terra revendo seu passado e buscando seu futuro. Ponto! O diferencial aqui está no forma, na estética, na proposta narrativa. Por exemplo: a câmera, o tempo todo, mostra a visão de Oscar das coisas. Até as "piscadas" são fidedignamente reproduzidas.




Como ele é viciado …
Dica de Disco

"Tiny Music... Songs from the Vatican Gift Shop" (1996)
Artista: Stone Temple Pilots.


Poucos discos na década de 90 puderam se gabar por serem tão ricos e criativos quanto este. Precisou uma banda (o Stone Temple Pilots) ser acusada de plagiar outra em seu álbum de estreia (no caso, o Pearl Jam) para que demonstrassem luz própria no lançamento seguinte ("Puple"), e praticamente se reformulassem, sonoramente, neste terceiro rebento, a ponto de parecerem outra banda. Sem contar que o vocalista, Scott Weiland, foi preso por porte de cocaína, e ocorreram problemas internos bem pesados no grupo. Ou seja, o ambiente ideal para a composição de um clássico!

Porém, se tais problemas afetaram ou não o modos operanti de trabalhar deles, o certo é que, de cara, "Tiny Music..." traz um deferencial muito significativo em relação aos discos anteriores: o tipo de som. Se antes podíamos ouvir ecos do grunge (sim, remetia a Eddie Vedder e cia), aqui, eles usam …
Dica de Filme

"Zazie no Metrô" (1960)
Direção: Louis Malle.


Como definir algo, aparentemente, indefinível? "Zazie no Metrô" não se parece com nada do que já tenha visto no cinema, e, ao mesmo tempo, é parecido com tudo. Entenderam? Vou explicar melhor: o filme do polêmico e, muitas vezes, visceral diretor Louis Malle, faz referências a muito do que já foi feito na sétima arte. Não se trata apenas de homenagem, é, antes de mais nada, uma incrível vitalidade em contar uma estória da forma mais inusitada possível, usando diversos artifícios.

É muito nonsense, é muito surreal, é muito envolvente. E, percebam que tudo gira em torno de uma menina de 12 anos e sua rápida estadia por Paris. Apenas isso. Sim, é também leve e divertido. Porém, em suas entrelinhas, há muitos de satírico, bastante de irônico ao falar da sociedade parisiense da época. Propositalmente, Zazie é mais esperta do que uma criança normal, e, por isso, ela tem uma língua ferina, falando sempre alguma inc…
Dica de Filme

"Filhos do Paraíso" (1997)
Direção: Majid Majidi.


As crianças, em geral, têm uma lógica bem particular, apesar das adversidades. E, muitas estão à mercê desde de problemas na família, até questões como a pobreza, que os obriga a terem responsabilidade de adultos logo cedo. É nesse contexto que conhecemos os irmãos Zahra e Ali, além de sua mãe, que está doente, e não pode trabalhar, e seu pai, que tentar sustentar a todos como pode.

Obviamente, qualquer gasto extra é problema. Por isso, Ali se desespera quando perde os sapatos de Zahra, que estavam sendo consertados. Com medo de que o pai descubra, ambos bolam um plano: de manhã, a menina vai para a escola com os tênis do irmão, e à tarde, eles se encontram para ele pegar os sapatos e ir para a sua escola. Mas, a rotina se torna desgastante, e, não raro, Ali chega atrasado na escola onde estuda, ao mesmo tempo que pensa em como conseguir novos sapatos para Zahra.



O filme é um primor de simplicidade, e é esse o seu…