Pular para o conteúdo principal
Lista

10 Ocasiões em que o Rock foi "Salvo"


Desde de que surgiu como não um ritmo musical, e também como um verdadeiro estilo de vida, o rock vem se reinventando ao longo de suas 5 décadas de vida. Continua firme e forte, sempre com um número considerável de adeptos. Porém, como nem tudo são flores, houveram momentos em que ele precisou se reinventar, seja dentro do próprio estilo, seja através de fatores externos, que deram um novos ares a ele. E, foram justamente esses fatos que tornaram o rock (pelo menos, até agora) eterno.


10°
A Invenção do "Rock de Arena"
     

Uma das grandes forças motrizes do rock são seus shows. É neles que a catarse de seu público fica mais evidente, e torna o show um verdadeiro espetáculo. Mas, nem sempre foi assim. Antigamente, as apresentações eram em locais fechados, como teatros e (em escalas menores) bares e pubs. Quem quebrou essas barreiras foram os Beatles, quando se apresentaram no Shea Stadium (um estádio de beisebol localizado em Nova Iorque) em 15 de agosto de 1965, para um público estimado em 55.600 pessoas. A repercussão foi imensa, e estava criado aí o "rock de arena", que, posteriormente, iria ser incrementado por bandas clássicas, como Led Zeppelin, Kiss e Queen.  


O Punk Retoma as Origens do Estilo
     

A metade dos anos 70 não foi das mais agradáveis para o rock. O estilo já estava dando ares de cansaço, com bandas cada vez mais ligadas num som progressivo à lá Pink Floyd, mas, que na maioria das vezes não passava de música chata, mesmo, bem diferente do rock contestador que tínhamos 20 anos antes. É então que de uma inconformada juventude (sempre ela) surgem tribos que, de início, eram apenas grupos urbanos, para depois se transformar numa verdadeira ideologia. Estava formado o "movimento punk", que criticava ferozmente a sociedade vigente e tinha em bandas como Sex Pistols e The Clash seus porta-vozes mais emblemáticos. A simplicidade do som ajudou na gigantesca disseminação do punk, que, literalmente, salvou o rock da letargia.


 
Os Alternativos Mandam
     

O rock nos anos 80, com raríssimas exceções, era canastrão, bobo e bastante espalhafatoso. E, estava perdendo a atitude. Foi quando um monte de gente talentosa, de uma pequena cidade de Washington, Seattle (mesma terra de Jimi Hendrix) resolveu, no final da década de 80, retomar o "faça você mesmo" do punk, e, de forma independente, no bom e velho boca-a-boca, foram alimentado um movimento que, posteriormente, seria chamado de grunge. A base era o rock, mas, abarcava banda tão díspares quanto o Nirvana (de influências punk), até o Alice in Chains (de base metaleira). O início dos anos 90 foi somente do grunge, e o rock pôde vislumbrar a rebeldia de outrora.


Heavy Metal: Quando Surge o Lado Negro da Força
     

Quando tudo no rock era muito "ingênuo" ou "viajado", um grupo de pessoas resolveu pegar mais pesado no som, trocando a psicodelia por referências como o Ocultismo, a morte, entre outros temas. Bandas pioneiras como o Blue Cheer estavam dando os primeiros passos para o que viria a ser o heavy metal, que ganhou mais corpo e elementos próprios com o primeiro lançamento dos britânicos do Black Sabbath, datado de 1970. Ironicamente, o termo "heavy metal" foi cunhado graças à letra da música "Born to be Wild", do Steppenwolf, uma banda pouco a ver com o estilo metal. Um estilo que, por sinal, ainda hoje, conquista fãs do mundo todo.


Quando Bob Dylan "Eletrificou" o seu Som
     

"Judas!" Era assim que Dylan era tratado em seus shows quando resolveu colocar a guitarra elétrica na sua música. Mas, a persistência foi válida. Foi com um estilo todo particular que o cantor foi influência marcante para os Rolling Stones e os Beatles, talvez as bandas de rock mais importante de todos os tempos. Foi ainda em sua "fase elétrica" que Dylan compôs a revolucionária "Like a Rolling Stone", canção que quebrou paradigmas, e o alçou a gênio da música. Diante disso, empunhar uma guitarra acabou sendo um pecado totalmente perdoável.


A Revolução Cultural de 68
     

Alguém já disse que o ano de 1968 foi o anos mais "orgasmático" da história. Isso resume bem a importância do período, aonde pareceu que o mundo simplesmente "combinou" de todos se levantarem ao mesmo tempo contra velhos valores, paradigmas e preconceitos. Claro que tamanha revolução cultural atingiria o rock, um estilo contestador por natureza. Dos temas psicodélicos e lisérgicos, culminando com um dos mais importantes festivais de música do século 20, o Woodstock, ao ano de 68 realmente não acabou. Continua como sendo um dos mais produtivos e criativos períodos que o rock viveu.


A Eterna Citação de que o Rock Morreu
     

Entra ano sai ano, discos são lançados aos montes, e a velha ladainha persiste: o rock está morto! Quando disseram isso, surgiu o punk, o grunge, etc. E, ainda hoje, vemos a imensa "vontade" de ver o rock morto, só para constatarmos, através de bandas peculiares a cada temporada (como o Strokes) que o estilo ainda pode produzir algo de relevante e urgente. Os tempos são outros, é verdade. A Internet, as mídias sociais, a própria forma de se consumir música mudou muito nossa visão cultural. Mas, no canto, sempre pronto a dar algum "bote" está o rock, quase um herói da sobrevivência. Que ele continue, então, morrendo e renascendo de tempos em tempos.


 
Os Negros Saem do Gueto
     

O início oficial do rock coincidiu com diversos fatores, entre eles, e talvez, o mais importante, que foi a luta pela emancipação dos negros. Com a revolução cultural e de costumes prestes e explodir, já não cabia mais a população negra ser tão discriminada e marginalizada, algo que começou a ser visto como retrógrado e "careta" pelas novas gerações da época. Mesmo que ainda fosse considerado "música de marginal", o rhythm'n blues, oriundo do blues e do jazz, foi ganhando mais espaço (através de artistas somente negros, a princípio), o que serviu para, num futuro próximo, ele se unir ao country, e o rock conquistar o mundo. E, em paralelo, a população negra foi conseguindo cada vez mais direitos, Coisas, enfim, intrinsecamente ligadas.


Os Beatles Abandonam os Palcos e se Trancam nos Estúdios
     

Os Beatles tinham tudo o que uma banda nova podiam querer: fama, músicas de sucesso, a grande mídia em torno deles, e, claro, shows cada vez mais lotados. O que fazer depois? Simples: abandonar as apresentações ao vivo! Pode parecer absurdo, mas, se não fosse essa atitude corajosa de Lennon, MacCartney, Harrison e Ringo, simplesmente, não teríamos discos que, literalmente, revolucionaram a música pop ocidental, como "Revolver", "Sgt. Peppers...", entre outros. Enfurnados nos estúdios com os mais loucos produtores, os 4 rapazes de Liverpool experimentaram as possibilidades de sua música até dizer basta, e conseguiram, com isso, entrar para a história. "Fácil", não?


Robert Johnson faz Pacto com o Diabo
     

Claro que o famoso pacto com o Demônio por Robert Johnson não passa de uma macabra lenda urbana, mas, foi graças a isso que sua fama atravessou todo o continente, fazendo dele o mais importante bluseiro da história, e precursor direto do rock. Sua vida pessoal pregressa e sua misteriosa morte (aos 27 anos!!) só fizeram contribuir para que a lenda soturna de que ele só conseguiu talento através de um pacto com forças ocultas ganhasse peso. Resultado: influenciou, entre outros, Jimmy Page, Keith Richards e Eric Clapton, "somente"! E, se o Diabo não for realmente o pai do rock, pelo menos, ele deve se divertir muito com essas histórias, 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Lista Especial Final de Ano

20 MELHORES DISCOS DE 2017


Este ano, em termos de música, foi um pouco melhor do que 2016, indiscutivelmente. Novos artistas mostraram trabalhos maravilhosos (Triinca, Royal Blood, Rincon Sapiência, Kiko Dinucci), ao mesmo tempo que alguns da velha guarda voltaram com tudo, em discos que parecem de início de carreira (Accept, Living Colour). 
Além disso, tevemos obras das mais variadas teméticas, desde a banda instrumental Macaco Bong fazendo uma reeleitura pra lá de insana do clássico "Nevermind", do Nirvana, até artistas como Rodrigo Campos, Juçara Marçal e Gui Amabis, que, com "Sambas do Absurdo", emularam à perfeição a obra do filósofo Albert Camus. 
O resultado desta excelente miscelânea sonora está aqui, numa lista com os 20 melhores discos lançados neste ano que passou, cada um com cheiro e gostos diferentes, mas, que, de forma alguma, são indigestos.
Bon appétit. 🍴

20º
"In Spades"
The Afghan Whigs


19º
"The Rise of Chaos…
Dica de Filme

"As Fitas de Poughkeepsie" (2007)
Direção: John Erick Dowdle.


A maldade humana já gerou filmes verdadeiramente perturbadores, mas, que, muitas vezes, são feitos de forma apelativa, sempre expondo mais violência, como numa forma de fetiche, do que propondo alguma forma de reflexão. Exemplos desse desserviço cinematográfico são muitos, e não vou citá-los aqui, porque só servem mesmo para alimentar mentes doentias. Porém, existem aqueles filmes que conseguem fugir dessa regra, e conseguem propor algo válido, ao mesmo tempo que assustam bastante. É o caso deste "As Fitas de Poughkeepsie".
Primeiramente, é bom que se diga que ele se trata de um falso documentário, usando a (hoje batida) técnica de found-footage, que consiste em apresentar filmagens de maneira amadora, aumentado o tom realístico da obra. O resultado, pelo visto, deu certo. Quando "As Fitas de Poughkeepsie" foi exibido pela primeira vez no conceituado Festival de Trapeze, em Nova Ior…
Dica de Disco

"Shade"
2017
Artista: Living Colour


BANDA CLÁSSICA DOS ANOS 80 CONTINUA NA ATIVA, E ACABA DE LANÇAR UM DISCAÇO DE ROCK QUE VALE A PENA SER OUVIDO ATÉ O ÚLTIMO SEGUNDO
O Living Colour foi um dos melhores grupos de rock surgidos nos anos 80, e que continuaram a ter relativo sucesso no início da década de 90. Entre idas e vindas, a banda já não lançava material inédito desde 2009, com o bom "The Chair in the Doorway". Eis que, em 2017, surge "Shade", 6º álbum de estúdio deles, e que comprova que o som do Living Colour não se tornou nem um pouco datado, visto que aqui vamos encontrar todos os elementos que tornaram a banda mundialmente conhecida, e que, ao mesmo tempo, ainda soa moderno e contagiante.



"Primos" de som do Red Hot Chilli Peppers e do Faith no More, o Living Colour, ao contrário destes, continua, ainda nos dias de hoje, com uma regularidade muito bacana em sua música, mesmo depois de mais de 30 anos de carreira. Isso se deve a…