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RIVAL SONS


Ah, os anos 70. Sempre voltam pra nos "assombrarem". Vez ou outra, alguma nova banda surge emulando aquele som energético da época, em especial, do Led Zeppelin. De Black Crowes a Jack White, quase sempre a qualidade de quem se propõe a revisitar esse tipo de música é ótima. Com a banda californiana Rival Sons não poderia ser diferente. Da bateria certeira, ao baixo poderoso, indo pra uma guitarra estridente, e culminando num vocalista que parece um misto de Robert Plant com Ian Astbury. O incrível é que o grupo, mesmo escancarando suas influências a cada disco, nunca pareceu uma mera cópia.

Formada em 2009, o grupo surgiu a partir de outra banda, a Black Summer Crush, que tinha dois dos integrantes que viriam a compor a Rival Sons: o guitarrista Scott Holliday e o baterista Mike Miley. Interessante mesmo foi a entrada do vocalista Jay Buchanan, que antes cantava blues. Foi Scott Hpççiday que o persuadiu a começar a contar rock, e foi aí que o primeiro disco da Rival Sons, o independente "Before the Fire", lançado em 2009, veio à tona. O relativo sucesso de público e crítica surpreendeu Buchanan, que passou a não ver mais a sua atual banda como um "projeto paralelo". Foi nessa época, inclusive, que o grupo abriu shows de gente como o AC/DC, por exemplo.


Quando lançaram um EP, também de maneira independente, em 2010, as portas começaram a se abrir ainda mais. Graças a esse EP, fecharam contrato com a gravadora Earache Records, o que possibilitou a gravação do seu segundo álbum, o ótimo "Pressure & Time". E, o resultado não poderia ter sido melhor: o disco chegou a ficar um 1° lugar de vendas na Amazon, e em 19° na parada da Billboard. A partir de então, as turnês começaram a ficar mais frequentes, chegando a viagens pelo Canadá e pela Europa, onde se juntaram a bandas de peso, como Judas Priest e Queensryche.



Não demora muito, e o quarto disco deles é lançado, "Head Down", em 2012. Resultado: aclamação por todos os lado. O disco alcançou o 31° lugar no Reino Unido, o 6° lugar na Suécia, o 13° lugar na Finlândia e o 14° lugar na Noruega, só para citar alguns lugares onde a banda vendeu bem. Mas, não era só em vendas que a Rival Sons crescia, mas, em sonoridade também. Os álbuns começaram a ficar mais moldados com a "cara" da banda, mas, sem deixar suas maiores influências de lado. Como uma espécie de "Black Crowes moderno", ela estava, cada vez mais, aprendendo a "domar" seu estilo, compondo músicas marcantes e com uma energia incrível.


É então que, em 2014, lançam "Great Western Valkyrie", seu ápice. Músicas como "Open My Eyes" e "Eletric Man" se tornaram hits rapidamente, fazendo a banda se tornar ainda mais conhecida. E, o som do trabalho, o mais maduro do que nunca, fazia uma ponte entre os primórdios da banda, e algo mais ligado ao futuro, de como ela poderá soar daqui pra frente. O lançamento recente de "Hollow Bones" é a prova disso, pois, parece ser uma continuação (melhorada) de "Great Western Valkyrie". O que surgirá depois, não se sabe. Mas, se continuar assim, a Rival Sons ainda dará muito o que falar.




Discografia:

* "Before the Fire" (2009)
* "Rival Sons" (EP) (2010)
* "Pressure & Time" (2011)
* "Head Down" (2012)
* "Great Western Valkyrie" (2014)
* "Hollow Bones" (2016)


Formação:

* Jay Buchanan - Vocalista
* Scott Holliday - Guitarrista
* Mike Miley - Baterista
* David Beste - Baixista


Site oficial
http://www.rivalsons.com/

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