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10 Discos Recentes para Entender que o Brasil também é Roqueiro




10º
"Intactus" (2015)
Dr. Sin
Uma banda do mais puro rock'n roll, veterana, lançando aquele que talvez seja o seu último registro (o grupo anunciou ano passado o encerramento definitivo de suas atividades), e ainda soando como Guns n' Roses sem parecer uma mera caricatura. É, o Dr. Sin lançou um discaço em 2015, e que merece ser ouvido a todo volume, num clima totalmente despojado, de muita festa. Vai fazer falta.



"No Dust Stuck on You" (2012)
Black Drawing Chalks
Psicodelia, stoner, ecos aqui e acolá de Queens of the Stone Age... Pra quem gosta dessas influências, o Black Drawning Chalks é a banda certa. E, este o seu melhor registro. Com guitarras pra lá de distorcidas, muitas "viagens" sonoras e com algo até "dançante", o disco é uma verdadeira aula de como fazer rock energético em terras brazucas.



"Southern Storm" (2008)
Krisiun
Na realidade, pra o fã de metal extremo, o Krisiun faz por merecer a alcunha de maior banda da atualidade no estilo, até superando o Sepultura em muitos aspectos. Sempre com uma qualidade técnica absurda, o trio gaúcho sempre presenteia o headbanger mais alucinado com altas doses de peso. Este é, sem dúvida, um de seus melhores discos, mais completo, cadenciado e trabalhado.



"Chordata I" (2012)
Dynahead
Os brasilienses do Dynahead são outros que investem bastante no peso, só que alta doses de psicodelia. Tanto é que o seu melhor trabalho até agora é o álbum duplo "Chordata", tendo a primeira parte sido lançada em 2012 e a segunda em 2014. E, ambos os discos são ótimos. Pra quem gosta de várias vertentes do metal, como o stoner e o melódico, é prato cheio.



"Secret Garden" (2014)
Angra
Quem diria que o bom e velho Angra poderia se reinventar a essa altura do campeonato, hein? Pois, é isso o que ouvimos em "Secret Garden", que marca uma fase de profundas mudanças na formação da banda. Sendo este um trabalho mais pesado, remetendo aos bons momentos do Iron Maiden, o disco já figura como um clássico do Angra (e, do rock brasileiro, por excelência).



"Esquadrão de Tortura" (2013)
Torture Squad
Fãs de Slayer, com certeza, gostarão desse disco aqui. Formada em 1990. o Torture Squad teve que se reinventar, e, por isso, transformou o seu som em algo mais veloz e técnico (mas, nem por isso, excelente). O álbum ainda é conceitual, como é possível perceber na ótima arte de capa. Enfim, é metal com conteúdo, e muito válido.



"Scenarios of Brutality" (2013)
Violator
O Violator é outra bandas das antigas que, ainda na ativa, consegue surpreender com a vitalidade que emprega em cada lançamento. Este aqui é um petardo, com letras mais ácidas e críticas do que de costume para a banda, tendo no encarte uma explicação para cada faixa em português. E, o som é aquele thrash metal que muitos adoram. Para conscientizar com peso.



"Carcaça" (2011)
Carro Bomba
Os paulistanos do Carro Bomba têm como característica básica aquele hard rock vigoroso, puxando um pouco o som para um Sabbath da vida. O profissionalismo dos caras é ótimo, e seus lançamentos ainda trazem conceitos críticos sobre a sociedade atual. E, o som, potente como poucos, completa o pacote. Este aqui, sem dúvida, é um de seus trabalhos mais completos.



"Big Mouth, Dead Ears" (2014)
AMP
Os recifenses da AMP bebem fundo na psicodelia do stoner, e basta ver as loucas capas de seus discos para comprovar isso. "Big Mouth, Dead Ears" sintetiza tudo o que a banda é em termos de energia, técnica, entre outras qualidades. É o tipo de som que fica ainda melhor escutado ao vivo, com amplificadores e tudo. Mas, pra quem ainda não assistiu ao grupo pessoalmente, o último volume neste play já basta.



"Peixe Homem" (2011)
Madame Sataan
Oriunda de Belém do Pará, a Madame Sataan tem vários pontos positivos neste disco. Primeiramente, a vocalista Sammliz canta impressionantemente bem, justamente, por não forçar a voz, e soar muito natural na interpretação das canções. Depois, temos os outros integrantes, muitíssimo afinados em seus respectivos instrumentos. Por fim, as letras, de alto teor crítico (e, bastante profundas) são em português e caem muito bem na proposta estética do som.  ou seja, trata-se de um jovem clássico que, simplesmente, precisa ser mais conhecido pelo público. Apenas isso.



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