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Matéria - Cinema

10 Refilmagens do Cinema Melhores que os Originais


Hoje em dia, virou moda no cinema refilmar boas produções de anos anteriores. Infelizmente, a maioria esmagadora dessas empreitadas é grande um tiro no pé, gerando filmes despropositados e extremamente ruins (as novas versões para "Carrie - A Estranha", "Oldboy" e "Martyrs" exemplificam bem isso). Mas, como toda regra existe graças às suas exceções, houveram aqueles momentos raros na história da sétima arte em que os remakes ultrapassaram os originais em termos de qualidade, tornando-se até mesmo produções com identidade. Portanto, vamos à lista com 10 dessas preciosidades.


10º
Refilmagem: "Os Doze Macacos" (1995)
Original: "La Jetée" (1962)
O curta-metragem francês "La Jetée" já tinha um quê meio surreal, sendo composto quase que exclusivamente de fotografias. O diretor (não menos surreal) Terry Gillian ampliou o conceito pós-apocalíptico do curta, e fez um longa instigante, que parece mais um quebra-cabeças, confundindo o espectador a cada minuto, e ainda nos oferece interpretações inspiradas de Bruce Willis e, principalmente, de Brad Pitt. Filmão.



Refilmagem: "Insônia" (2002)
Original: "Insônia" (1997)
A produção original é da Noruega, e foi bastante elogiada, tanto é que chegou a ser comparada com o romance "Crime e Castigo", do escritor russo Dostoiévski. Só que aí veio o diretor Christopher Nolan, e, não limitou a fazer um simples remake. Para muitos, é uma nova, e igualmente brilhante, abordagem da mesma história. E, quem diz isso é o próprio cineasta do primeiro "Insônia", o Erik Skjoldbjaerg. Sem contar que na refilmagem temos os últimos grandes papéis de Robin Willians e Al Pacino, impecáveis. Precisa mais?



Refilmagem: "Fogo Contra Fogo" (1995)
Original: "L.A. Takedown" (1989)
Este aqui é um caso peculiar. Além de ambas as produções serem do mesmo diretor, o estiloso Michael Mann, o argumento delas se baseia em conversas verídicas que o cineasta teve com o detetive Chuck Adamson, e sua incansável perseguição ao criminoso Neil McCauley. Com uma história interessante nas mãos, Mann realizou "L.A. Takedown" como um filme para TV. Seis anos depois, com mais experiência e mais técnica, fez "Fogo Contra Fogo", um primor de cinema, que uniu, pela primeira vez em cena, dois ícones: Al Pacino e Robert De Niro.



Refilmagem: "Mosca" (1986)
Original: "A Mosca da Cabeça Branca" (1958)
"A Mosca da Cabeça Branca" hoje é considerado um clássico cult, e, de fato, ainda é bem divertido assistí-lo nos dias de hoje. Anos depois, o (quase) sempre perturbador cineasta David Cronenberg pegou a mesma história e fez uma inquietante analogia da perca da humanidade, unida a imagens repugnantes, ao mesmo tempo que passam uma profunda tristeza e melancolia. Um remake que ficou bem além de um mero "clássico cult".



Refilmagem: "Enigma do Outro Mundo" (1982)
Original: "O Monstro do Ártico" (1951)
O original fazia parte daquela leva de filmes que potencializavam a paranoia anti-comunista, onde o "perigo vermelho" era sempre representado por monstros, fantasmas, e (claro) alienígenas. O diretor John Carpenter, de "Halloween", pegou a ideia, adaptou aos dias atuais, e fez uma versão angustiante e ultra-violenta, que também dialogava sobre a paranoia, mas, agora com analogias mais intimistas, e até com alusões ao medo (cada vez mais crescente na época) da AIDS.



Refilmagem: "Invasores de Corpos" (1978)
Original: "Vampiros de Almas" (1956)
"Vampiros de Almas" é outra produção que pegou carona na representação alegórica do medo ao Comunismo. Mesmo sendo meio caricato, era um filme bem feito. Porém, o diretor Philip Kaufman veio potencial na história, e resolveu fazer a refilmagem. O resultado é um filme mais bem acabado, sombrio, com certeza, menos ingênuo do que seu antecessor. Esta versão ainda tem a cena clássica do alienígenas alertando os humanos com gritos. E, Donald Sutherland está ótimo aqui.



Refilmagem: "Perfume de Mulher" (1992)
Original: "Perfume de Mulher" (1974)
Em 74, o diretor italiano Dino Risi fez o sensível "Perfume de Mulher". Quase 20 anos depois, o cineasta Martin Brest realiza o remake, que também é composto de bastante sensibilidade, mas, com algo a mais: a soberba interpretação de Al Pacino, que finalmente, ganhou o Oscar por este filme. E, foi merecido. Para interpretar seu personagem, Frank Slade, o ator chegou a receber orientação de uma escola para cegos de como se "comportar" em cena.



Refilmagem: "Ben-Hur" (1959)
Original: "Ben-Hur" (1925)
Sem dúvida, os dois filmes são grandes épicos do cinema. Mas, a versão do diretor William Wyler ganha postos extras pela magnífica reconstituição de época e das interpretações magistrais, em especial, a de Chalton Heston. Bom destacar também que as cenas de ação, principalmente a famosa corrida de bigas que dura nove minutos na tela, ainda hoje influenciam todo e qualquer épico que se preze, de "Gladiador" a "300".



Refilmagem: "O Mágico de Oz" (1939)
Original: "O Mágico de Oz" (1925)
O primeiro filme, totalmente preto e branco, era mais soturno. Sua versão posterior agrada até hoje porque conseguiu captar todos os bons elementos da história original. Apesar disso, o remake teve inúmeros problemas na produção, que incluíram até mudanças constantes na direção do longa. Este "O Mágico de Oz", para se ter uma ideia, foi dirigido por nada menos do que cinco cineastas (!) diferentes, entre eles, Victor Fleming, de "E, o Vento Levou...". Mesmo assim, ficou marcado como um dos filmes mais cativantes da história do cinema.



Refilmagem: "Nosferatu - O Vampiro na Noite" (1979)
Original: "Nosferatu" (1922)
O cineasta F. W. Murnau realizou o primeiro "Nosferatu"sob influência do Expressionismo Alemão, o que tornou o filme ainda mais gótico. Muitos anos após, o que o genial Werner Herzog fez foi pegar o conceito daquela representação do vampiro, e adicionar ainda mais tristeza, melancolia e solidão. Some-se isso à irretocável interpretação de Klaus Kisnki, e teremos aquele que pode, muito bem, ser considerado o maior filme de vampiros de todos os tempos. E, não seria exagero.

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