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DICA DE FILME

"VICKY CRISTINA BARCELONA" (2008)




O mundo eutopeu fizeram bem a Woody Allen. Desde que chegor lá, e lançou "Mactch Point", em 2002, suas produções vem ficando mais leves e interessantes.

Tendo exorciado alguns problemas pessoais, inclusive de sua conturbada separação com Diane Keaton, suas recentes produções apostam num humor mais ingênuo, sem tanso ranço ou agressividade (principalmente, às mulheres).

"Vicky Cristina Barcelona" vai por esse caminho em explorar situações mais simples, porém, com um significado mais amplo diante da vida.




Nesse universo, conhecemos Vicky e Cristina, grandes amigas, mas com diferentes personalidades. Uma está prestes a se casar e vive uma rotina apenas correta. Já, a outra é inquieta e procurar aventuras a todo momento para fugir do cotidiano.

Em viagem à Espanha, conhecem Juan Antonio, um sedutor pintor, que lhes faz um convite direto: fazer uma viagem com ele, e ficarem juntos, até nos momentos mais íntimos. Vicky fica relutante; Cristina se entrega à experiência. E, tal situação fará ambas repensarem suas vidas.




Allen aproveita desse argumento para explorar o tema que ele mais gosta: os relacionamentos humanos. Mas, não somente aqueles relacionamentos padrões, mas principalmente os que fogem do óbvio, pela necessidade dos personegnes em encontrar "algo mais".

Por exemplo: Vicky, que a princípio se mostra resistente quento a Juan, decide arriscar com ele alguns momentos de felicidade. Já Cristina consegue se manter num relacionamento mais estável ele, mas sua persona insatisfeita vai cobrando seu preço.




Essas idas e vindas na vida dos personagens pode soar complicado, só que nas mãos do diretor, tudo transcorre de maneira natural, e, algumas vezes, reflexiva. Na realidade, todos acabam se questionando; Vicky, por não se arriscar mais, Cristina, por se expor demais e Juan, por ainda nutrir um amor pela sua ex-esposa.

O final, em aberto, evidencia essa eterna busca entre o novo e a estabilidade; entre o risco e o arrependimento. Mas, o caminho continua pronto para a travessia; basta tomar as atitudes certas (caso se queira).

Um dos pontos fortes do filme é a sua trilha sonora. São composições que se unem muito bem à (aperente) simplicidade da trama, e deixam a produção ainda melhor.




E, claro, as atuações, como sempre vemos nos trabalhos de Allen, estão ótimas. De Rebecca Hall, como Vicky, até Javier Bardem, que interpreta Juan, passando por Scarlett Johansson, convicente como Cristina, todos estão visivelmente à vontade em seus papéis.

"Vicky Cristina Barcelona" não chega a ser o melhor de Allen dessa nova safra (posto que cabe, com louvor, a "Meia-Noite em Paris"). Mas, é bem-feito em vários aspectos, e, como é de costume nos filmes do diretor, passa mensagens que fazem pensar após assistí-lo.


NOTA: 8/10. 

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