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Lista

10 DISCOS PARA SE OUVIR REVOLTADO!


Existem aqueles momentos em que podemos ficar ansiosos com o que está à nossa volta. Daí, pode nascer aquele sentimento de revolta contra tudo e contra todos. No mundo da música, já tivemos inúmeros casos de discos e canções que parecem que foram feitos para instigar o ouvinte a sair por aí protestando. E, são esses álbuns que estão aqui nesta lista, uma compilação do que de melhor a música já fez para canalizar o espírito de revolta inerente a todo e qualquer ser humano.

Pra rua!


10º 
"System of a Down"
System of a Down
1998
A estreia dos malucos do System é simples e orgânica como tem que ser. Sem meias palavras, as letras refletem o bom e velho espírito de revolta juvenil, que sabe muito bem aonde atacar. Destaque para "Know" e a balada "Spiders". E, como diz a composição "P.L.U.C.K.", que fecha o disco: "Revolution it's only solution!"


9º 
"War"
U2
1983
Hoje em dia, o U2 pode estar excessivamente preocupado com o seu ativismo, o que acaba atrapalhando sua carreira musical, em certo sentido, mas, houve um tempo em que a banda de Bono Vox sabia conciliar as duas coisas. Aqui, temos a canção de protesto definitiva do grupo, "Sunday Bloody Sunday", baseada num fato que chocou a Irlanda do Norte: o massacre de civis pelas tropas britânicas na cidade de Derry, cujo ocorrido ficou conhecido como "Domingo Sangrento".


8º 
"Appetite for Destruction"
Guns and Roses
1987
Esta não é somente uma das melhores estreias na música de todos os tempos, mas, também um divisor de águas dentro do Hard Rock norte-americano feito nos anos 80. Enquanto outras bandas apelavam para muita pose e pouco conteúdo, sempre com temas rasos, o Guns veio com um trabalho recheado de críticas sociais, anarquismo e muita acidez (em todos os sentidos). A faixa de abertura, "Wellcome to the Jungle", é mais do que apropriada.


7º 
"Lado B, Lado A"
O Rappa
1999
Houve uma época em que O Rappa era relevante tanto nas ações sociais, quanto na música em si. O auge desse engajamento foi com "Lado B, Lado A", repleto de músicas desconcertantes quanto aos nossos problemas cotidianos, mas, sem abdicar de uma certa poesia. "A Minha Alma (A Paz que que Não Quero" reflete bem o sentimento que permeia todo o álbum: "Paz sem voz, não é paz, é medo!"


6º 
"Exodus"
Bob Marley
1977
O disco já nasceu sob uma tremenda pressão: foi gravado em Londres, após Marley ter sofrido uma tentativa de assassinato em sua cidade natal, Kigston, na Jamaica. O atentado aconteceu dois dias antes do "Smile Jamaica" (Sorria Jamaica), um show gratuito organizado pelo primeiro-ministro jamaicano Michael Manley em uma tentativa de aliviar a tensão entre dois grupos políticos rivais. "One Love/People Get Ready ", que fecha o álbum, já diz tudo só pelo título.


5º 
"Chaos A.D."
Sepultura
1993
Abandonando o heavy metal mais tradicional, o Sepultura se engajou forte nos problemas sociais, e compôs aquele que pode ser considerado o seu melhor trabalho. Mais direto, seja na sonoridade, seja nas letras que fazem menção até ao Massacre do Carandiru, o grupo provou que o metal também pode ser crítico, ter atitude, e, ao mesmo tempo, fazer canções marcantes. "Refuse/Resist" inspira qualquer um.


4º 
"Rage Against the Machine"
Rage Against the Machine
1992
Na capa, a famosa foto de um monge ateando fogo em seu próprio corpo como forma de protesto. No som, um amálgama de metal e rap pra ninguém botar defeito. A voz potente de Zack de La Rocha, misturada às estripulias do guitarrista Tom Morello, fazem desse disco um convite perfeito à luta. De "Killing the Name" até o poderoso encerramento com "Freedom", todas as canções transpiram revolta. E, tudo bastante condizente, diga-se.


3º 
"It Takes a Nation of Millions to Hold us Back"
Public Enemy
1988
Claro que o genuíno rap tinha que estar nesta lista. E, nenhum outro grupo ou artista encarnou de maneira tão certeira o sentimento de revolta que permeia o ritmo quanto o Public Enemy e este maravilhoso disco. São 16 pedradas que não apelam para a pregação de um ódio irracional aos brancos, ou ao sistema em geral. É gente do povo, expondo seus problemas reais.


2º 
"Fresh Fruit for Rotting Vegetables"
Dead Kennedys
1980
Outro ritmo que não poderia faltar nesta lista é o punk, já que a essência do estilo é contestadora por natureza. Mas, o que os (verdadeiramente) politizados do Dead Kennedys fizeram com este disco deixam o niilismo vazio do Sex Pistols no chinelo. A capa do álbum, com carros da polícia sendo incendiados, faz referência ao "White Night Riots", evento ocorrido em 78, em protesto aos assassinatos do prefeito George Moscone e do supervisor Harvey Milk, o primeiro político assumidamente gay dos EUA. "Fresh Fruit for Rotting Vegetables" é rápido e urgente (como toda boa revolta precisa ser).


1º 
"The Clash"
The Clash
1977
O primeiro disco do maior ícone das bandas punks de todos os tempos é um verdadeiro coquetel molotov a ponto de explodir a qualquer momento. Já aqui, o grupo demonstrava ter mais talento e conteúdo a dizer do que seus rivais Ramones e Sex Pistols. Cada música do álbum ("Remote Control", "Hate & War" ou "White Riot", por exemplo) serve perfeitamente como trilha sonora de qualquer bom protesto mundo afora. Altamente clássico.

Comentários

  1. Estou terminantemente proibida de escutar qualquer um desses. A contestação segue nas minhas veias. Então...

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