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Debate Sócio-Político

Reafirmando Projetos e Ideais
Por Erick Silva



E, eis que chegamos na publicação de nº 300 do Punhado de Coisas. Desde 2014, estamos aqui, disponibilizando este espaço para debates, sugestões e toda a sorte de conversas. Seja sobre música, cinema, literatura, sociedade, política, etc., o blog não se furta a falar de nada. Mas, aqui se tem princípios. O respeito e a tolerância a qualquer um são primordiais neste espaço. E, mesmo que ela esteja capenga, a Democracia tem espaço mais do que reservado por aqui.

Nesse mesmo sentido, há coisas que repudiamos no Punhado, e essas sempre valerão como o nosso norte moral. Nada de preconceitos de qualquer espécie, muito menos, discursos de ódio e apologia a ditaduras, sejam elas de qual ideologias forem (Direita, Esquerda, Socialismo, Capitalismo, não importa). O bom debate precisa ser estimulado, principalmente, em tempos onde verdades absolutas fazem das pessoas autênticos "touros indomáveis", prestes a aniquilar com o "outro".

Ao mesmo tempo, nesses anos, o blog sempre estimulou o conhecimento à arte. Mas, a arte fora dos holofotes, fora dos grandes meios de comunicação, que, muitas vezes, têm mais a dizer do que o mainstream. Não que o que seja "popular" não tenha valor (longe disso). Cartola, por exemplo, era bastante popular. Só que hoje, contaminada pela pasteurização da cultura, a arte (seja no cinema, na música ou na literatura) está, em geral, feita de forma padronizada, sem diferenciações. Combatendo isso, o Punhado de Coisas diz "não" a essa cultura feita exclusivamente para consumo rápido.

Mas, não tem sido um trabalho fácil. Ódio e preguiça parecem andar lado a lado nesses tempos. Ou se evita o diálogo, ou se o temos, gritamos, berramos com o outros, tentando impor nossa opinião. Uma perigosa polarização meio que está de volta, e isso vem contaminando a livre forma de pensamento, onde você é uma coisa ou outra. A conversa se nivela por baixo, e todos perdem, metidos em jargões, falácias e lugares comuns. O Punhado de Coisas também repudia, veementemente, esse tipo de cenário. Que dias melhores, e com mais paz, venham.

Por fim, reafirmamos nosso compromisso básico de trocar ideias, informações e experiências, e fim de crescermos como seres humanos, e refletirmos nosso lugar neste mundo, que se não é o melhor que poderíamos ter, é aonde estamos, e por isso, temos plenas condições de fazermos ações que, mesmo pequenas, melhorem a nossa existência e a dos demais. Continuaremos nessa luta, mesmo com as eventuais dificuldades, mas, com a boa inquietação de deveres a serem cumpridos.

Nota: a imagem que ilustra o texto mostra a ativista Tess Asplund enfrentando cerca de 300 neonazistas numa marcha na Suécia, no último 1º de Maio.

É essa, portanto, a reafirmação da qual precisamos.

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