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Lista

10 Pequenos Grandes Filmes Baseados em HQ's


Quando se fala em histórias em quadrinhos, geralmente, o que vem à mente são seres superpoderosos e, inevitavelmente, muita história clichê. Esquecemos que o que não falta é quadrinho adulto de ótima qualidade circulando no mercado, e que, mesmo quando o tema são "heróis", às vezes, o tratamento é bem incomum e até subversivo. E, o cinema vai na mesma linha, aonde, em muitos casos, adaptações de "revistas obscuras" são bem melhores do que os blockbusters de Batman e do Capitão América. Esta lista faz jus a essas pequenas pérolas que, mesmo baseadas em quadrinhos, possuem um "quê" a mais do que as superproduções.


10º
"Constantine"
Muita gente chiou com esse filme devido às "liberdades poéticas" em relação à história original. As críticas foram desde o enredo em si, até a fisionomia do personagem. Mas, sejamos francos: "Constantine" é um filmão, com atuações acima da média, história redonda e um clima muito bem estruturado. Claro, o personagem merecia uma produção ainda melhor, mas, ainda assim, a adaptação cumpre (bem) o seu papel sem agredir a nossa inteligência.



"Blade 2"
Muito antes dos Guardiões da Galáxia e Jéssica Jones, outro personagem relativamente desconhecido da Marvel ganhava uma baita produção. Nessa continuação (que é melhor do que o primeiro), o cineasta Guilhermo Del Toro pôde ter mais liberdadev de trabalhar, construindo uma trama cheia de estilo, e ainda tendo um ator perfeito para o papel do protagonista: Wesley Snipes.



"O Corvo"
O filme do Corvo virou um verdadeiro "cult" após a "morte acidental" de seu ator principal: Brandon Lee, filho da lenda Bruce Lee. Mesmo com o hype formado em torno da produção devido a esse acontecimento trágico, a adaptação para cinema do personagem é bastante fiel aos quadrinhos originais, passando para a tela grande todo o clima sombrio da história. Por sinal, esqueçam a continuação fajuta feita anos depois.



"30 Dias de Noite"
Falar de filmes de vampiro hoje é remeter diretamente à moda que se tornou a saga Crepúsculo há alguns anos. Porém, longe de todo o romantismo, esta adaptação de um fantástico quadrinho de terror, coloca os seres bebedores de sangue quase como animais selvagens, em um longa verdadeiramente assustador. A produção é de Sam Raimi, o mesmo de "A Morte do Demônio" original, o que ajudou, e muito, na caracterização sombria da história de "30 Dias de Noite".



"Estrada para a Perdição"
A graphic novel original de "A Estrada Para a Perdição" foi lançada em 1999, e logo teve os direitos para adaptação no cinema comprados pela Dreamworks. O diretor Steven Spielberg foi o primeiro a ser cotado para levar a história às telas, mas, coube mesmo a Sam Mendes, vencedor do Oscar por "Beleza Americana", comandar esta bela história de redenção, onde temos atuações impecáveis de Tom Hanks e Paul Newman, além de uma parte técnica primorosa. Filme de gente grande.



"O Pequeno Nicolau"
René Goscinny e Jean Jacques Sempé são mais conhecidos por serem os criadores de Asterix, sem dúvida, um dos melhores entretenimentos infantis de todos os tempos. O que pouca gente sabe é que a dupla não produziu apenas as fantásticas histórias do simpático guerreira gaulês, mas, também foram autores de tantas outras obras fascinantes, entre elas, Nicolau. O filme "O Pequeno Nicolau" não é só uma mera adaptação de tirinhas para o cinema, mas, antes de tudo, é uma bela homenagem à toda obra de René e Sempé



"Marcas da Violência"
Pra falar a verdade, o diretor David Cronenberg sempre teve um apreço pelas histórias em quadrinhos, mas, foi com a adaptação de "Marcas da Violência" que isso ficou claro de vez. Talvez o melhor filme do cineasta na década passada mostra Viggo Mortensen como um pacato pai de família, cujo passado vai sendo revelado aos poucos. Tudo no filme é seco e brutal (como uma boa HQ para adultos tem que ser).



"Sin City - A Cidade do Pecado"
A versão de "Sin City" para cinema elevou a palavra "fidelidade" a um patamar nunca antes visto. Não que toda a obra de Frank Miller não fosse cinematográfica por natureza, porém, o que o diretor Robert Rodriguez fez foi um primor, transportando para a tela grande toda a aura de violência, solidão e ironia da Cidade do Pecado. Tudo unido a uma técnica inovadora de captação de imagens, que praticamente transformaram as cenas num "quadrinho em movimento". Simplesmente, fantástico.



"Oldboy"
Os mangás japoneses começaram a ter destaque há alguns anos atrás, chegando a competirem com o poderoso mercado norte-americano. Com uma escrita densa, histórias por vezes muito sombrias e personagens muito bem escritos, eles serviram como uma "válvula de escape" para o leitor que sempre buscava algo diferenciado. E, para o cinema, uma das mais impressionantes passagens de um mangá para a sétima arte foi o violento, cerebral e perturbador "Oldboy", num estilo que ainda serve como referência para muita produção feita hoje em dia.



"Azul é a Cor Mais Quente"
Quase sempre pontuados por seres fantásticos, é difícil encontrar um puco de humanidade em muitos quadrinhos, com histórias cotidianas que, simplesmente, podem estar acontecendo conosco. "Azul é a Cor Mais Quente" pega esse ponto mais intimista para contar uma cativante história que, independente da orientação sexual das protagonistas, poderia representar os problemas de qualquer um que estivesse passando por crises sentimentais. A competente versão cinematográfica mantém isso de maneira tocante e muito natura.

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